segunda-feira, 22 de abril de 2013

O príncipe das possibilidades

Hoje eu acordei deprimido e devastado pelos sonhos desta madrugada. Sonhei com figuras geométricas estranhas e um enorme triângulo. Já não sou mais o príncipe das possibilidades que fui um dia. Não sei mais o que eu sou. Para não me render ao ócio da insônia resolvi escrever aqui. Semana passada Fernando e eu fomos até Curitiba e participamos de alguns programas de Tv. Nós falamos sobre jovens que são atacados por psicóses e sobre o meio ambiente. Eu sempre fico meio sem graça nessas situações, vocês podem ver pela minha cara de cu nesse vídeo. http://www.youtube.com/watch?v=9mbRa1_M_Sc , Mas de qualquer maneira, foi uma conversa descontraída e o apresentador Alexandre Xaca é cara bastante interessante e boa gente. Antes de darmos início ao programa,(que aconteceu na Tv Transamérica) conversamos em Off sobre a Nova ordem da Internet e sobre música, em especial "Electric Fire" do Black Sabbatth, música que ambos gostamos de tocar com a guitarra. Bom falando em música estou trabalhando em quatro composições diferentes e simultâneamente. Uma delas ainda me é intrigante, pois estou muito na dúvida sobre a sordidez de seu conteúdo. Trata-se da história de um estudante de medicina que passa a ter um caso com a enfermeira, então todas as noites ele vaga rumo ao desconhecido até a ala de emergência para fazer sexo com sua amada, que por estar acostumada a lhe dar com as necessidades dos doentes e dos moribundos, se apresenta como uma mulher que não tem o menor pudor com nada. Vocês sabem, uma pessoa sem escrúpulos. O nome da composição seria "Sexo no hospital", e ela faz parte do 4 disco da Maldita (com data prevista para o ano que vem) mas ainda estou na dúvida quanto a este título. Pode ser que até ela ficar pronta eu encontre um título mais sutil. Alguém tem alguma opinião? Outras duas músicas que estou trabalhando são "freelances"; uma é trilha sonora de um vídeo editorial da Vogue Nyc, com uma modelo vestida de Frida Calo. Para esta, estou fazendo uma espécie de Tango (apesar de a Frida ser mexicana), mas o que prevalece é o ritimo "Caliente" latino. A terceira música é um lance para a copa do mundo. Vocês sabem; analogias entre os campos e a vida sexual conturbada dos jogadores. Eu sou apenas o produtor e o cara da mixagem dessa. Como se não bastasse também estou compondo uma nova faixa da CONTRA. Algo que me lembra uma música do Iggy Pop "I wanna be your dog", embora a intensão seja bastante diferente. Caixas de analgésicos vazias formando pilhas que preenxem as gavetas do armário. Não existem mais noites tranquilas, ou dias ociosos. A música e o trabalho estão me matando. Não consigo meditar, não consigo fazer exercícios, não consigo para de criar novos mundos aonde eu acho que posso fazer o que quero. Você também não faria o mesmo?

8 comentários:

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  2. Erich, eu trabalhei anos em um hospital, posso te dizer que o pior lugar pra se pegar alguém é a sala de emergência, que está sempre lotada!Médicos, pacientes e equipe de enfermagem transitando o tempo todo. Há sim nos hospitais um quarto chamado "escanço dos residentes" onde há beliches que os médicos podem descançar. Há também outras partes do hospitais que pelas noite ficam vazias, como os consultórios ambulatoriais e a salas adminsitrativas. Mas não se esqueça do "Freezer"..... para onde levam os pacientes recém falecidos.

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  3. Eu tenho umas históriaa real que eu postei no meu blog que está temporáriamente fechado, se quiseres eu posso te mandar por inbox no fb.

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  4. Melhoras. Espero que essa depressão não te acompanhe por mais manhãs. Mas é: Música é doce, mas não é móle :(
    Quanto ao nome da música eu não gostei. Sei lá, acho o título importante, pode fazer a música ficar mais interessante.

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  5. Dear Erich:

    A vida é incerta, e a gente muda o tempo inteiro. Vermes..
    Deletei a porra do meu post porque acho que não vale a pena filosofar sobre as incertezas da vida em um blog. Isso é muito longo..
    Imagino o quanto os sonhos efetam o seu dia.
    Ache o seu ponto de equilibrio!

    Eu faria uma viagem SOZINHO, ia pra uma casinha aconxegante, isolada longe do dia a dia doentio. Volta de lá cheio de experiências transcendentais. No meio dessa confusão dentro de sí mesmo, consegue se achar.

    Mais uma vez, parabéns pelo Contra. Eu e os demais fãs agradecemos pelo o que você tá fazendo no contra e na maldita. Obrigado por estar fazendo arte.. obrigado por estar preenchendo o vazio dos nossos corações.

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  6. Erich, ia te mandar o texto que tem a ver com tuas idéias por inbox ou de alguma forma tentar abrir o blog só pra ti (o blog está fechado justamente por tudo aquilo ser REAL!!! (Tenho que dividir em várias partes porque as respostas tem limites de caracteres).
    "Aconteceu no hospital (suicidiofilia)
    Tá aí mais um termo que só eu conheço: A suicidiofilia! Que seria a tara por suicidas. Gente, eu nunca ouvi falar disso, mas tô achando que isso existe mesmo. Em primeiro lugar eu digo isso porque não vejo outra razão do meu namorado continuar comigo. Acho que ele está comigo só porque eu sou doida/suicida.
    Mas deixa eu contar o que aconteceu ontem. Ontem eu fui encontrar minha dupla de pesquisa e percebi que a sibutramina estava me fazendo mal, eu tava com travando nos R's e me esquecendo o nome de muita coisa.
    Bom, eu fiquei desesperada ao notar meu estado e fui ver meu saldo no banco e minha prima não tinha me depositado o dinheiro que eu mandei para ela comprar o femproporex para mim. Fiquei desesperada em dobro, agora eu não tinha femproporex nem dinheiro!
    Tentei ligar para a minha prima, mas ela não estava em casa e nem atendia o celular.
    Daí minha cabeça começou a se encher de paranóia, de que meu namorado não estava nem aí para mim e só jogou o femproporex fora por se sentir culpado, que minha mãe não entende que não é me engordando que ela vai curar, que minha prima não entende que eu estou comendo sim e que eu preciso do femproporex para ir bem na faculdade, etc, etc, etc e tal.
    Fui comprar cigarros chorando no meio do caminho.
    Chegando em casa eu preparei toda uma sessão de auto-mutilação. Desmontei uma gilete, liguei o aquecedor no escritório, coloquei uma musiquinha, fechei todas as cortinas e tirei toda a roupa, porque o plano era escrever no meu corpo todinho!!!
    Escrevi fracasso e solidão em um braço e no outro eu escrevi incompreensão.
    Mas daí eu cheguei à conclusão que escrever era muito trabalhoso, e que eu iria era cortar aleatoriamente mesmo.
    Depois eu pensei em matar.
    Escolhi a radial, naquele ponto do braço que tiram sangue quando a gente faz exame de sangue, sabe? Achei que seria mais fácil que cortar os pulsos, e caso não desse certo, não ficaria uma cicatriz tão gritante como é cortar os pulsos.
    Pronto, acabou com meu dia!
    Foi um corte só, esse foi muito profundo, eu vi minha pele se abrindo e debaixo da gordura uma veiazinha cortada. Mas mesmo assim não pegou a radial!!!
    Aí não tinha mais aonde cortar a radial. Eu tentei no pulso, mas o pulso é muito mais difícil de cortar que na radial na altura do antebraço.
    Então, não esguichava sangue, não peguei a radial, mas fiquei com aquele buraco enorme no meu braço. Eu não tava com a mínima vontade de ir ao hospital dar pontos, daí eu liguei para o SAMU. Em síntese, eles me confirmaram o que eu já sabia: Não, eu não iria sangrar até morte, mas se não tomasse ponto poderia infeccionar e até necrosar (deus me livre!). Olhei no relógio e eram pouco mais de 18:30 hs, mas os doutorando do HU só entram às 20 hs, então fiquei aqui, tomando um gin e fumando um cigarro. Quando deu perto das 20 hs eu chamei um taxi.
    Mas que vergonha!!! Eu tinha tentado estancar o sangue com uma atadura, mas não estancou, e como eu demorei muito para ir ao hospital, minha atadura ficou pingando sangue, e sujou a portaria do prédio todinha! Ainda quando eu estava esperando o taxi, a sub síndica veio, ela não viu que eu estava sangrando na hora, mas hoje com certeza viu, porque alguém limpou o sangue na portaria. Se ela já tinha me perguntado se eu tinha "surtos", ontem ela teve certeza! Coitado do taxista, eu também sujei o carro dele todinho. Eu coloquei o braço em cima da mochila, mas tava escorrendo muito sangue e pingou no banco do taxi tb."
    (continua...)

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  7. Aconteceu no Hospital (suicidiofilia) parte II:
    "Então, cheguei no HU e logo fui atendida. Era um doutorando bonito, não muuuuito bonito, mas tinha um sorriso lindo!
    Então, ele me deu oito pontos no braço, e enquanto ele suturava eu ouvi ele falar com outro doutorando que queria fazer geriatria. Aí eu me meti no meio da conversa, e ele começou a falar dos avós dele e tal, e daí eu perguntei a ele como ele reagiria sabendo que os pacientes dele irião morrer. Foi bem interessante, ele disse que cria vínculo com os pacientes, mas que pretende trabalhar com prevenção e dar uma morte menos sofrida aos pacientes.
    Depois dos pontos eu fui para a sala de observação, e a enfermeira veio me dizer que eu só teria alta se tivesse alguém para assinar minha alta. Bom, eu não tinha ninguém para assinar a minha alta, a única pessoa que eu tinha é uma amiga minha que também anda muito mal e ela simplesmente não atendeu o telefone.
    Saí para dar uma volta no hospital, relembrar os velhos tempos e de quebra, conseguir uma receita B2. Não consegui nada, então voltei para a emergência.
    Daí o doutorando me pegou de conversa, me chamou no consultório dele e nós ficamos 4 horas conversando!!! Para ser perfeito, só faltava mesmo era uma garrafa de gin!!! hehehehehehe
    E eu lá, me achando, só porque tinha um doutorando só para mim. Aí eu fui no banheiro e vi que eu não tinha motivo nenhum para ficar me achando, eu não estava maquiada e minha cara estava suja de sangue. Lavei o sangue e voltei para o consultório dele.
    Eu pedi uma receita de femproporex, e ele disse que não sabia o que era, então eu perguntei: "e anfepramona, tu sabe o que é?"
    E ele me disse para parar de falar aqueles nomes que ele já estava se sentindo um ignorante! Alguém já viu isso?! Um médico que não se acha um semi-deus?! hahahahaha
    Daí ele me passou uma receita que dizia assim:
    Uso oral:
    1 cp de motivação
    1 cp de alegria
    10 cp de paz
    30 cp de tranquilidade
    Tomar um vidro de VIDA"
    (continua...)

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  8. Aconteceu no Hospital (suicidiofilia) Parte final:
    "Eu chorei e ri ao mesmo tempo, ri pelo carinho dele, mas chorei porque eu não tenho um pingo de motivação, alegria, paz, tranquilidade ou vida.
    E então, eu tava de rider (alguém se lembra do falecido chinelo rider?!) E ele mencionou que há muitos anos não via alguém de rider!!! hahahahaha Que ele tinha um par de rider na casa da praia. Nunca achei que alguém iria reparar que eu estava de rider e não de havaianas!!!
    Então ficamos 4 horas conversando sobre:
    - chinelos rider (huahuahuahu)
    - campeonato brasileiro
    - psiquiatria
    - geriatria
    e o principal! sobre namoro!
    Foi interessante conversar com ele sobre namoro. Ele me confirmou o que eu já sabia: não adianta, todo homem é galinha mesmo.
    E nós concordamos que pior do que ser corno, é saber que é corno! huahuahuahua
    Daí eu achei por bem (para não pagar de santinha) confessar que eu já tinha traído meu namorado duas vezes, mas foi só beijinho na boca.
    Daí ele começou a perguntar sobre o meu namorado, e para me dar um golpe fatal finalizou com um: por que uma guria linda, com um marido que ganha em média 5 paus e 500 tá querendo se matar?!
    Isso foi uma pergunta que me brochou totalmente e eu não tive como responder.
    Daí eu falei com ele que iria na UTI do hospital roubar uma receita B2.
    Meu, ele colocou todos os seguranças do hospital atrás de mim! hahahahahaha
    Mas daí eu me lembrei que no HU, o receituário de medicamentos controlados ´=e feito via sistema do hospital, e não via talonário, e me mandei para o consultório do endocrinologista. Mas eu sou uma anta mesmo!!! Ao invés de pular a catraca, eu passei pela catraca que deu sinal ao segurança, e eu tive que dizer que eu só estava procurando um lugar para fumar. Tive que voltar para a emergência e desta vez eu fui proibida de circular pelo hospital!
    Daí o doutorando me disse que não iria me dar alta,
    que eu seria avaliada por um psiquiatra no dia seguinte, e que se eu saísse do hospital ele teria que fazer um boletim de ocorrência.
    Daí é que vem o interessante da história, quando eu pedi a ele para me dar alta ele veio dizer:
    "Ariela, tu é muito bonita, muita engraçada, muito interessante, mas tu não está bem, então eu não vou te dar alta".
    Bah, depois de tanto elogio eu me ACHEI, com todas as letras, apesar de ter que ficar presa no hospital.
    Bom, no fim, ele me disse que tinha aula no dia seguinte e que tinha que trocar o plantão. E nem pegou meu telefone aquele desgraçado!!! huahuahuahuahuahuahua
    Então quando ele saiu do plantão eu tb saí fugida do hospital, com B.O. e tudo mais.
    Mas enfim, eu acho que têm homens que têm suicidiofilia. Porque da primeira vez em que eu vim parar no HU era por causa de um ataque de asma, eu saí para fumar um cigarro e o doutorando me mandou tomar no cu.
    Da segunda vez em que eu fui parar no HU, foi por causa de um suicídio mal sucedido, e o doutorando só faltou estender um tapete vermelho para eu passar.
    E das outras vezes em que eu fui parar no HU por intoxicação por remédios, eu também fui tratada como uma paciente normal.
    Gente, só pode ser suicídiofilia!!!
    O jeito que meu namorado me aguenta, e o jeito como o doutorando me tratou, só pode ser suicidiofilia. Não tem outra explicação."

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